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10 Medidas: coordenador do MPF na Lava Jato lança campanha em São Paulo

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que o atual momento deve ser aproveitado para atitudes efetivas contra a corrupção

O coordenador da Força-Tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, afirmou que o desdobramento das investigações, iniciadas a partir das atividades de doleiros e que chegaram a um grande esquema de corrupção, envolvendo funcionários da Petrobras e as maiores empreiteiras do país, dá à maioria das pessoas a sensação de que mudanças importantes vão ocorrer ao final da apuração dos crimes. Segundo ele, a operação traz esperanças de que a corrupção ocupe outro lugar no país e que não seja mais olhada como algo habitual.
 
"O destaque obtido pela Operação Lava Jato se deve à rapidez incomum com que as punições já estão sendo aplicadas e a quem elas estão atingindo", diz o procurador. Para ele, isso estimula o aumento do número de colaborações premiadas, já que os réus não veem alternativa melhor que não seja ajudar com as investigações, na tentativa de abrandar suas penas.
 
O procurador lembrou que foram três os pilares que nortearam a formulação das 10 Medidas contra a Corrupção: prevenção; punição adequada e meios de recuperação dos valores desviados dos cofres públicos; e o fim da impunidade. Para ele, se esses conceitos estiverem presentes na nossa legislação, tanto corruptos quanto corruptores saberão que haverá penas severas caso sejam descobertos, o que inibirá atos de pagamento de propina, desvio de dinheiro e favorecimento.
 
Deltan Dallagnol afirmou que há dois caminhos para tentar coibir a corrupção. Um deles é o da  moralidade, em que a questão é tratada como algo pessoal, que depende da consciência e dos valores de cada um. Por outro lado, há a interpretação de que isso deve ser tratado como um problema público e coibido com políticas educativas e punitivas.
 
As propinas relacionadas aos funcionários da Petrobras já apuradas pela Lava Jato chegam a R$ 6,2 bilhões. Desde o início da Operação, já foram apresentadas 31 acusações criminais contra 143 pessoas, além de 5 acusações por improbidade administrativa contra 37 envolvidos. Os números da investigação indicam também 53 pedidos de cooperação internacional, 28 acordos de colaboração premiada e R$ 870 milhões revertidos aos cofres públicos.
 
Assinaturas - A campanha “10 Medidas contra a Corrupção” já arrecadou cerca de 200 mil assinaturas em todo o país. O objetivo é chegar a 1,5 milhão de adesões para configurar apoio popular à tramitação, no Congresso Nacional, de 20 anteprojetos que contemplam os pontos elencados na campanha, que é apartidária.
 
As assinaturas para a campanha estão sendo colhidas em todas as unidades do Ministério Público Federal no país. Na capital paulista, até o próximo domingo, 20 de setembro, haverá um veículo do MPF na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp, na avenida Paulista, 1313). A lista de assinaturas também pode ser impressa no site da campanha: www.dezmedidas.mpf.mp.br e enviada ou entregue na Procuradoria da República em São Paulo (Rua Frei Caneca, 1360).
 
 

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