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Procuradora defende aprovação das 10 Medidas contra a corrupção em conferência nos EUA

Para Thaméa Danelon, Câmara deve representar vontade dos 2,5 milhões de brasileiros que apoiaram as medidas

A procuradora da República Thaméa Danelon representou a Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) em evento sobre combate à corrupção realizado em Washington, Estados Unidos, este mês. Durante a Conferência sobre Suborno e Corrupção Internacional, organizada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o FBI e a Comissão de Valores Mobiliários, a procuradora falou sobre a atuação do Ministério Público Federal (MPF) na operação Lava Jato e defendeu a aprovação das 10 Medidas contra a corrupção no Congresso brasileiro.

O projeto, que contou com o apoio de 2,5 milhões de assinaturas colhidas em todo o país, reúne propostas de alteração legislativa para fortalecer o combate ao crime no Brasil. Entre as propostas estão a criminalização do caixa 2 e do enriquecimento ilícito de agentes públicos, aumento de penas para corrupção de altos valores, reforma do sistema de prescrição penal, entre outros.

Durante o evento nos Estados Unidos, a procuradora falou sobre a importância das propostas para combater a impunidade no Brasil, sobretudo nos casos de crime do colarinho branco. “Precisamos que as medidas sejam aprovadas para que a sociedade, maior vítima do dinheiro subtraído dos cofres públicos, não seja penalizada, e os corruptos beneficiados”, destacou. Segundo ela, a Câmara dos Deputados deve representar os mais de 2 milhões de cidadãos que subscreveram as medidas e aprová-las na integralidade e de forma célere.

Ela lembrou que a Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, desde que teve início, já realizou 52 acusações criminais contra 245 pessoas, por crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros, sendo que em 23 casos já houve sentença. Como fruto desse trabalho, R$ 745,1 milhões já foram repatriados e R$ 2,4 bilhões em bens dos réus já bloqueados.

O evento em Washington reuniu autoridades e especialistas de 35 países para tratar sobre técnicas de investigação, regulação e aprimoramento legal para o combate à corrupção internacional. Programas de compliance, técnicas de investigação de empresas, cooperação internacional e combate à lavagem de dinheiro foram alguns dos temas debatidos.

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