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Lava Jato: PGR pede prisão preventiva para André Esteves e Diogo Ferreira

Pedido foi feito nesse sábado, 27 de novembro, ao Supremo Tribunal Federal

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesse sábado, 27 de novembro, a conversão da prisão temporária do banqueiro André Esteves e do assessor do senador Delcidio Amaral Diogo Ferreira em prisão preventiva. Para o PGR, há ofensa gravíssima à ordem pública diante da conduta dos dois investigados.

Esteves e Ferreira foram presos a pedido do Ministério Público Federal, na última quarta-feira, 25 de novembro, pela Polícia Federal. A medida, concedida pelo ministro Teori Zavascki e referendada pela Segunda Turma, terminaria à meia-noite desta segunda-feira.

Conforme o pedido de prisão preventiva, os objetos apreendidos na quarta-feira e depoimentos prestados por investigados demostram evolução em desfavor de André Esteves. Além disso, a petição de Janot argumenta que Esteves tem claro interesse em que não venham à tona colaborações premiadas que o vinculassem a fatos criminosos apurados na Operação Lava-Jato. No pedido de prisão temporária, feito na semana passada, Esteves foi apontado como o agente financeiro a oferecer apoio material à família de Nestor Cerveró em troca de ver seu nome preservado em eventual acordo de colaboração premiada.

Da mesma forma, os objetos apreendidos com Diogo Ferreira demonstram a densa participação dele no embaraço à investigação do crime de organização criminosa e no auxílio ao senador para explorar seu prestígio perante ministros do STF. 

Caso o ministro não converta a prisão em preventiva, Janot solicita a prorrogação da temporária 

Denúncia - A Procuradoria-Geral da República obedecerá o prazo para oferecimento de denúncia estabelecido no artigo 46 do Código de Processo Penal, que começa a contar a partir do recebimento dos autos do inquérito, que ainda não foi concluído pela autoridade policial.

 

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