MPF e ESMPU reúnem especialistas internacionais em seminário sobre combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas
Membros dos Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Trabalho (MPT), auditores-fiscais do trabalho, juízes, delegados e autoridades internacionais participam nesta terça-feira (19) do Seminário Internacional sobre Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas. O encontro reúne representantes de países como Argentina, Equador, Uruguai, Peru, Chile, Colômbia, Paraguai e México para discutir formas de aperfeiçoar as investigações a esses crimes. A atividade é promovida pela Câmara Criminal do MPF (2CCR) em parceria com a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), e ocorre até amanhã (quarta-feira, 20) em Brasília.
Na abertura do seminário, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, ressaltou que o tráfico de pessoas e o trabalho escravo estão presentes não só nos rincões do Brasil, mas também nas grandes cidades, como São Paulo. “Esses crimes atingem a liberdade essencial e a dignidade das pessoas”, pontuou. Já a coordenadora da 2CCR, subprocuradora-geral da República Luíza Cristina Fonseca Frischeisen comemorou a oportunidade de troca de experiências com outros países e ponderou que o enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo é uma das matérias prioritárias para o MPF.
Coordenadora do grupo de apoio ao Combate à Escravidão Contemporânea, a procuradora regional da República Adriana Scordamaglia Fernandes afirmou que o combate a esses crimes é de uma dificuldade ímpar para investigadores de inúmeros países. Ao longo do seminário estão sendo debatidas formas de investigação e tipificação do tráfico de pessoas e do trabalho escravo. Também estão sendo abordadas questões sobre o processo penal e julgamento, além de boas práticas e dificuldades da temática. Participam do evento, ao longo da programação, a procuradora regional da República Stella Fátima Scampini, especialista em combate ao tráfico de pessoas, e Fernanda Fuentes, representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), entre outros especialistas.
